Localização

 

A área sedimentar conhecida pelo nome de Bacia de Campos tem cerca de 100 mil quilômetros quadrados e se estende do Espírito Santo (próximo a Vitória) até Cabo Frio, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Em terra, os limites da bacia podem ser definidos pelos morros que a cercam.

 

Por que o nome da cidade de Campos?

 

Da mesma forma que as cidades, os sítios geológicos - no caso, as bacias sedimentares - recebem nomes de acidentes geográficos ou cidades próximas. Este procedimento é seguido internacionalmente e regido pelo "Código de Nomenclatura Estratigráfica", adotado pelos geólogos. Assim foi batizada a Bacia de Campos, como o foram as de Pelotas, Santos, Foz do Amazonas, Recôncavo Baiano e outras. Curiosamente, no caso de Campos, a cidade devolveu a um acidente geográfico o nome que recebeu em razão dos campos formados pelos sedimentos acumulados em milhões de anos.

 

Reservas de óleo e gás natural

 

A bacia em toda sua trajetória produziu mais de 6,5 bilhões de barris de óleo e gás, essa bacia abriga ainda cerca de 80% das reservas de petróleo já descobertas pela Petrobras no Brasil.

As reservas da Bacia de Campos em 2008 são :

  • Reservas Provadas de Óleo foi de 11.899,6 (Milhões bbl)
  • Reservas Provadas de Gás Natural foi de 2.123,6 (Milhões de boe)

 

 

Descoberta de Petróleo na Bacia de Campos

 

Foram perfurados apenas sete poços antes da descoberta de petróleo na Bacia de Campos. O poço pioneiro 1-RJS-9-A, situado em lâmina d'água de 100 metros, deu origem ao campo de Garoupa, que inaugurou a produção de óleo e gás da maior bacia petrolífera do País.

 

Descobertas Posteriores

 

Em julho de 1975, sete meses após a descoberta do primeiro campo - Garoupa -, a Companhia criou um órgão específico para a área. Nascia a Assessoria Especial da Bacia de Campos (Ascam), que começou com apenas três engenheiros, incumbidos pela Diretoria de implantar o sistema submarino de Garoupa/Namorado, em águas de 170 metros. Com profissionais recrutados de outros órgãos, formou-se uma pequena equipe de 15 pessoas, embrião do que é hoje a grande cadeia operacional e de negócios da Bacia de Campos. O grupo cresceu, acompanhando as sucessivas descobertas de novos campos, e deu origem ao Grupo Executivo de Desenvolvimento da Bacia de Campos (Gecam).

 

Primeiras Plataformas de Produção e Exploração

 

Como as primeiras descobertas ocorreram em águas hoje consideradas rasas, em torno de 100 metros, as primeiras plataformas construídas eram do tipo fixas, que consistem em jaquetas assentadas no fundo do oceano, sobre as quais são posicionados os conveses com as utilidades e instalações de perfuração e produção: sonda, árvores-de-natal (válvulas de produção), separadores de óleo/gás/água, equipamentos de produção), separadores de óleo/gás/água, equipamentos de tratamento, bombas, alojamentos e refeitórios, entre outros equipamentos.

 

Tecnologia das primeiras Plataformas

 

Por se tratar de uma atividade pioneira, não havia, no País, tecnologia disponível para o desenvolvimento da Bacia de Campos. As primeiras plataformas para o Nordeste tiveram que ser construídas no exterior, com o acompanhamento de técnicos brasileiros. Com o objetivo de transferir tecnologia, a Petrobras decidiu construir no Brasil as primeiras grandes estruturas da Bacia de Campos, para águas a cerca de 100 metros de profundidade, naépoca ainda consideradas profundas. Logo na primeira plataforma, destinada ao campo de Garoupa, a Petrobras formou um consórcio, juntando uma construtora brasileira e uma estrangeira, detentora de know-how no setor. O consórcio era liderado pela empresa nacional, tendo como objetivo transferir e consolidar tecnologia na nova

 

Início da Produção na Plataforma Continental do Estado do Rio clip_image002_0005.gif

 

A produção comercial de petróleo na Bacia de Campos começou em agosto de 1977, no poço 3-EN-1-RJS, com vazão de 10 mil barris/dia, no campo de Enchova, onde foi instalado um Sistema de Produção Antecipada (SPA) sobre uma plataforma flutuante.

 

Por que explorar em águas profundas

 

Até 1984, foram descobertos diversos outros campos menores. Como os levantamentos de superfície (sísmica) indicavam a existência de grandes estruturas favoráveis à ocorrência de petróleo em lâminas d'água superiores a 200 metros de profundidade, a Petrobras partiu para conquistar essas novas fronteiras. O desafio logo surtiu efeito com a descoberta, em 1985, do primeiro campo gigante do País - Albacora - em águas além de 200 metros deprofundidade. Depois, foram localizados outros campos gigantes: Marlim, Roncador, Barracuda, Caratinga. Mais recentemente, novos campos de grande porte foram descobertos na área da Bacia de Campos adjacente ao Estado do Espírito Santo, dando origem aos campos de Jubarte e Cachalote. Essa nova área produtora passou a ser conhecida como Parque das Baleias. Estudos recentes indicam que 50% das reservas ainda por descobrir no Brasil se situam em águas profundas. A previsão é de que, em 2006, quando o Brasil deverá se tornar auto-suficiente em petróleo, cerca de 85% venham de reservatórios em águas profundas e ultraprofundas.

 

Descoberta além dos dois mil metros de profundidade

 

A Bacia de Campos já tem contabilizado significativos recordes mundiais de lâminas d'água na exploração e produção de petróleo. Entre eles, destacam-se o de perfuração do poço produtor RO-21, no campo de Roncador. Ali, a perfuração para produzir petróleo chegou a 1.886 metros entre a superfície e o leito marinho. E a perfuração para explorar novas acumulações de óleo chegou a 2.853 metros de profundidade, com o poço 1-RJS-567, localizado no bloco BC-100.

 

Bacia de Campos e a Indústria Internacional

 

Os trabalhos da Petrobras na área se situam na liderança mundial, tanto no segmento exploratório como no de desenvolvimento da produção. Na atividade de exploração, o índice de sucesso de poços pioneiros (primeiro poço em uma estrutura) na Bacia de Campos é um dos mais elevados no mundo, atingindo na média do período 1970/2002 cerca de 33%, o que significa uma descoberta de petróleo em cada três poços perfurados. Quando se compara o índice de sucesso de poços exploratórios, ou seja, os poços pioneiros mais os poços de delimitação, esse índice alcança 50%, considerado o mais elevado do mundo, acima dos índices de regiões geologicamente similares como o Mar do Norte e o Golfo de México, por exemplo.

 

Áreas petrolíferas submarinas de grande potencial

 

Em 2003 foi confirmada essa possibilidade, com a descoberta de expressivos volumes de petróleo e gás natural fora da Bacia de Campos, caracterizando o surgimento de novos e importantes pólos de produção situados nas bacias do Espírito Santo, Santos e Sergipe-Alagoas. Os levantamentos de superfície identificaram estruturas favoráveis à ocorrência de petróleo em outras áreas da Plataforma Continental Brasileira. Entretanto, somente a perfuração de poços pode confirmar se a natureza formou e acumulou óleo e gás em determinada formação geológica, em quantidades economicamente viáveis. Hoje, além da Petrobras, outras empresas nacionais e internacionais estão encarregadas dessa tarefa, algumas associadas à Companhia, trabalhando em diversos blocos distribuídos pelas bacias sedimentares terrestres e marítimas brasileiras.

 

Fonte: www.petrobras.com.br - Dados baseados no critério de estimativa de reservas da SPE