A ANP contratou a certificadora Gaffney, Cline & Associates para estimar os volumes recuperáveis no âmbito do Contrato de Cessão Onerosa. Trata-se de atividade de elevada complexidade. Todas as análises são executadas em ambiente de incertezas, em que as informações são limitadas. Os dados dos reservatórios, que determinam os projetos de engenharia, estão restritos a uma pequena quantidade de amostras, quando existem. Em função disso, são utilizados parâmetros estatísticos que, ainda que calculados com a melhor técnica disponível, estão sujeitos a grandes variações. Uma das consequências da utilização desses parâmetros é a grande dificuldade que há em precisar um valor pontual para os volumes de petróleo e gás contidos nos reservatórios. Consagrou-se, como resultado, a divulgação de um intervalo em que há probabilidades dos volumes ocorrerem.

Ao preparar, para cada área avaliada, as estimativas volumétricas, a Gaffney, Cline & Associates utilizou técnicas que resultaram em um intervalo de volumes compreendidos entre o volume P90 (noventa por cento de chance de ocorrência de volume igual ou superior), volume P50 (cinquenta por cento de chance de ocorrência de volume igual ou superior) e volume P10 (dez por cento de chance de ocorrência de volume igual ou superior). Embora as probabilidades sejam baixas, o volume final das reservas pode cair fora desse intervalo.

Sob esses critérios, os volumes estatisticamente estabelecidos para o excedente da Cessão Onerosa são:

P50: 10.836 milhões de barris de petróleo equivalente,

P90: 6.068 milhões de barris de petróleo equivalente,

P10: 15.062 milhões de barris de petróleo equivalente.

Para chegar aos volumes totais deve-se somar os 5 bilhões de barris de petróleo equivalente já negociados com a Petrobras no âmbito do Contrato da Cessão Onerosa.

Estudo aponta cerca de 6 bilhões de barris de petróleo equivalente no âmbito da Cessão Onerosa
Imagem Divulgação

Fonte: Redação/Assessoria ANP