A superação, que ajudou a construir o cenário de retomada da indústria de óleo e gás no país, através das discussões técnicas e o do networking empresarial proporcionado pela duas últimas edições da Brasil Offshore, eleva a posição de Macaé a um novo patamar internacional, o que ajudará a reforçar a mobilização em defesa de investimentos do capital do petróleo estrangeiro, para a Bacia de Campos.

Nesta terça-feira (25), o governo de Macaé fará parte, oficialmente, do comitê executivo responsável pela organização do segundo maior evento do petróleo no mundo, a OTC (Offshore Tecnology Conference) Brasil, que acontecerá entre os dias 24 e 26 de outubro deste ano.

Isso eleva a posição da Capital Nacional do Petróleo ao patamar da Petrobras, do governo federal, da Repsol e de outras outras instituições essenciais para as discussões sobre o futuro, não apenas do petróleo, mas da manutenção do óleo bruto e do gás natural como as fontes da principal matriz energética global.

Com a experiência de ajudar a construir as duas edições da Brasil Offshore que ajudaram a manter a atual estrutura do polo offshore da Bacia de Campos e reforçaram a nova oportunidade de reconstrução do mercado nacional de óleo e gás, Macaé passa a compor um comitê executivo formado por mais de 20 empresas, instituições do petróleo e representantes governamentais que possuem o poder de mudar os rumos da indústrial offshore nacional, com novos investimentos que estão prestes a serem consolidados, a partir dos leilões agendados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para 2017-2020.

O convite para Macaé fazer parte do comitê executivo da OTC Brasil surgiu do presidente da Petrobras, Pedro Parente, que se reunirá hoje com o prefeito Dr. Aluízio (PMDB).

Hoje, é Pedro Parente que também preside a OTC Brasil e, com o contato direto com Macaé, a feira poderá ajudar a consolidar também a principal pauta da agenda do petróleo nacional: a revitalização dos campos maduros.

Sistema de cooperação técnica, e de compartilhamento de investimentos, a revitalização dos campos maduros já faz parte das estratégias de superação da própria Petrobras, e pertence também ao discurso das principais instituições que ajudam a construir uma pauta mais sólida para a retomada do mercado do petróleo nacional, como a Associação Brasileira das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro).

A revitalização dos campos maduros ganhou força durante a Brasil Offshore deste ano, e sustenta a mobilização em busca de investimentos para a Bacia de Campos, liderada pelo prefeito de Macaé.

Hoje, a revitalização dos campos maduros pode trazer investimentos imediatos para a Bacia de Campos, se a Petrobras abrir mão de poços em produção há décadas, compartilhando assim as concessões de exploração dessas reservas.

Apesar de antigos, a produção nessas reservas é interessante para o capital estrangeiro, por ter em mãos tecnologia capaz de ampliar a taxa de declínio de extração de óleo nessas reservas, um conceito que também será amplamente debatido durante a OTC Brasil.

Autor: Márcio Siqueira

Foto: Kaná Manhães