Expectativas apontam que dentro de um ano a cidade já sofra reações da retomada da indústria do petróleo

Em 27/07/2017 às 13h01



Futuro das operações do petróleo em Macaé é positivo, na visão da Abespetro e da IADC
Futuro das operações do petróleo em Macaé é positivo, na visão da Abespetro e da IADC
Com base nas projeções criadas pela 'agenda do petróleo', consolidada através da sequência de leilões programada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para 2017-2019, as duas principais instituições que representam as empresas internacionais prestadoras de serviços para as atividades de exploração e produção de óleo e gás, apostam na restruturação de Macaé, e no fortalecimento da importância da cidade para o setor a nível global.

Unidas pela superação do mercado nacional do petróleo, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro) e a International Association of Drilling Contractors (IADC), acreditam no potencial da cidade para atender as novas demandas do setor, que serão criadas a partir do arremate das reservas de petróleo ofertadas pela ANP nas rodadas de licitação e nos blocos de concessão através do sistema de partilha do pré-sal.

20170727130020_312.jpgGilson Coelho apontou avanços de pautas da Abespetro
"Acreditamos que um ano é o tempo razoável para o início das atividades de exploração, voltadas às reservas ofertadas nos leilões da ANP. E, em três anos, ocorrerá o desenvolvimento das produções dessas reservas", avalia o gerente executivo da Abespetro, Gilson Coelho.

Hoje, a Abespetro conduz junto ao Ministério de Minas e Energia, e de forma direta ao presidente em exercício Michel Temer (PMDB), as pautas relativas à 'agenda do petróleo'. E Macaé tem sido a base das discussões relativas a Bacia de Campos.

"Brasília entendeu que Macaé é fundamental para esse novo momento do mercado nacional do petróleo. E, através disso, alguns gargalos estão sendo destravados, como a duplicação da BR 101 e a reforma da pista do Aeroporto", apontou Gilson.
E isso significa a preparação do município para atender as novas demandas do mercado de óleo e gás, que já são projetadas a partir dos leilões da ANP.

"Viveremos sim um novo ciclo de desenvolvimento do setor de óleo e gás no país", afirmou Gilson.
Por enquanto, a consolidação dessas pautas ajuda a manter o olhar das grandes empresas do petróleo no mundo, para Macaé, especialmente pelo potencial de operação nas reservas da Bacia de Campos.

E essa ideia está sendo ampliada pelas multinacionais instaladas em Macaé, que ajudam a projetar investimentos do capital estrangeiro, através do interesse das grandes empresas de produção de matriz energética.

20170727130100_758.jpgLeandro Luzone destacou expectativas das empresas do IADC
"A IADC acompanha toda essa discussão sobre o futuro do mercado do petróleo e ajuda a projetar esse novo momento do país, para as grandes empresas do mundo. Nós acreditamos em Macaé e apostamos na restruturação das operações de óleo e gás na Bacia de Campos", disse Leandro Luzone, secretário da representação do IADC na América Latina, sediada em Macaé. Pelo visto, a manutenção dessas empresas em Macaé está mais que garantida.
 
Parceria projeta a Capital do Petróleo em nível global

Convidada a fazer parte do comitê de organização da OTC (Offshore Tecnology Conference), Macaé assume posição de destaque entre as grandes operadoras do petróleo no mundo, o que ajuda a fomentar a mobilização em prol de investimentos para a Bacia de Campos.

A OTC Rio de Janeiro, que acontece em outubro, é voltada para as maiores empresas produtoras de matrizes energéticas no mundo, incluindo assim a Petrobras, Statoil, Repsol, Chevron, entre outas.
São exatamente essas empresas que terão potencial para participar dos leilões projetados pela ANP para os próximos três anos.

Porém, antes mesmo disso acontecer, parte do capital estrangeiro para o mercado do petróleo poderá ser aportado na região de forma mais rápida. "Essa é a oportunidade que esperamos para consolidar a proposta de revitalização dos campos maduros", aponta o prefeito de Macaé, Dr. Aluízio (PMDB).

Do comitê de organização da OTC Brasil, liderado pelo próprio presidente da Petrobras, Pedro Parente, fazem parte também os representantes das empresas que possuem condições de compartilhar com a estatal brasileira a nova estratégia do mercado do petróleo nacional.

Com o direcionamento de investimentos da Petrobras na operação do pré-sal, as grandes empresas offshore do mundo podem assumir a continuidade de exploração das reservas mais antigas, em atividade na Bacia de Campos.
As conexões técnicas sobre essa pauta já foram apresentadas durante a nona edição da Brasil Offshore, terceira maior feira do petróleo no mundo, realizada em Macaé no mês passado.

Agora, com a cadeira conquistada por Macaé na OTC, é possível que a viabilidade financeira e estratégica possa ser consolidada, para transformar a proposta de revitalização dos campos maduros em realidade.
Diante dessa oportunidade, esse será o tema da próxima reunião do comitê da OTC, que acontecerá na segunda-feira (31), no Rio de Janeiro.

"Essa é uma oportunidade única para Macaé garantir a retomada das operações do petróleo e, de forma direta, a geração de mais postos de trabalho", avaliou o prefeito. Com a participação na OTC, a principal pauta da cidade ganha visão internacional.
 

Autor: Márcio Siqueira O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Foto: Kaná Manhães