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A licitação lançada pela Petrobrás para a manutenção de 13 plataformas está fazendo o mercado se movimentar. Há muitas empresas interessadas no  serviço de construção e montagem para as plataformas que estão operando na Bacia de Campos. Essa rodada está sendo possível porque as novas contratadas irão substituir a Odebrecht Óleo e Gás, que está impedida de ser contratada pela Petrobrás por estar na lista negra da empresa. Em julho do ano passado a Petrobrás colocou na rua uma concorrência para a manutenção das Plataformas P-55 e P-66, mas acabou em confusão, porque a Odebrecht queria participar e foi impedida. Ela chegou até entrar na justiça para garantir o que considerou seu direito, porque tecnicamente,  a empresa ligada ao setor de Óleo e Gás não estaria na lista negra imposta pela Petrobrás  na Gestão Graça Foster. Na época, em dezembro de 2004, a estatal decidiu punir preliminarmente quem tivesse sido citada na Operação Lava Jato. Mas, para a estatal, a punição abrangia todo grupo econômico, por isso a Odebrecht Óleo e Gás também foi suspensa.  A Odebrecht, inclusive, tentou se associar a outra empresa e registrar o nome de um consórcio, mas a Petrobrás acabou ganhando o processo na justiça e  fez a licitação sem ela. A Vinci venceu a concorrência pelo menor preço, que foi em torno  de 180 milhões de reais.

Agora, de uma forma bastante interessante, a Petrobrás vai dar chance a mais empresas. Ela  dividiu a concorrência em quatro lotes distintos. Cada empresa pode vencer no máximo dois lotes. Alguns do lotes são excludentes em relação a outros. As empresas interessadas na licitação tem um mês para entregar proposta. O prazo começou a contar a partir do dia 20 de maio. O primeiro lote conta com as plataformas P-52, P-54, P-55 e P-62. O segundo com as unidades PRA-1 e P-53. As plataformas P-38, P-51 e P-56 estão no lote três. E, fechando a concorrência, o lote 4 engloba as plataformas P-43, P-48 e P-50.